sábado, 10 de dezembro de 2011

Os Saltimbancos




O circo sempre exerceu grande fascínio e até hoje, trago uma memória afetiva que representa parte da minha infância. Sou do interior do estado, da época em que não existia internet e que os ídolos eram seres distantes. Sempre que armavam um circo nas imediações da minha casa, eu comemorava.

O picadeiro nos aproximava dos artistas e eu achava aquele universo espetacular. No meu pequeno mundo infantil, ali residia a possibilidade de correr mundo, conhecer pessoas, lugares, ser aplaudido e querido por todos.

Sempre tive predileção pelo palhaço, o ser que nos faz rir. Os números de mágica me deixava confuso. Gostava dos contorcionistas e dos números como o “globo da morte”. Ficava dias impressionado como eles conseguiam tais proezas e os números circenses rendia dias de conversas entre os amigos.

Era uma época singela e que dela, lembro com uma boa dose de nostalgia. A época da crença e dos números fantásticos, como o  da “mulher barbada” ou o “homem que virava lobisomem”. Sim, era o tempo em que o imaginário se sobrepunha ao real.

Um tempo de delicadezas em que a magia reinava. Era o espetáculo ao vivo: o riso, o susto, a surpresa e a tensão daquele universo de apresentações mirabolantes. Não cansava de responder ao palhaço que hoje tem espetáculo sim senhor e que ele era ladrão de mulher.